Densitometria óssea: como é feita e o que o resultado significa
A densitometria óssea mede a quantidade de mineral nos ossos, principalmente na coluna lombar e no quadril. É o exame de referência para diagnosticar osteoporose e osteopenia, e para avaliar o risco de fratura.
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- Para que serve
- A densitometria óssea mede a quantidade de mineral nos ossos, principalmente na coluna lombar e no quadril. É o exame de referência para diagnosticar osteoporose e osteopenia, e para avaliar o risco de fratura.
- Como é feito
- Você deita em uma maca vestido, sem precisar tirar a roupa, enquanto um braço do aparelho passa lentamente sobre a coluna lombar e o quadril. O exame usa uma dose muito baixa de raios X e não exige nenhum preparo além de evitar suplementos de cálcio no dia anterior.
- Duração
- 10 a 20 minutos
- Precisa de contraste?
- Não. A densitometria óssea não usa contraste.
Para que serve a densitometria óssea
A densitometria óssea, também chamada de DXA ou absorciometria de raios X de dupla energia, mede a quantidade de mineral presente nos ossos. Na avaliação da coluna, o foco principal é a região lombar e o colo do fêmur, dois locais onde a perda de massa óssea tem maior impacto sobre o risco de fratura. É o exame padrão para diagnosticar osteoporose e osteopenia, e para estimar, junto com outros fatores clínicos, a chance de uma fratura acontecer nos próximos anos.
O exame não diz por que a massa óssea está baixa. Ele confirma que está, e em que grau, o que já é suficiente para orientar decisões sobre prevenção e tratamento na maioria dos casos.
Como é feita, na prática
Você deita em uma maca, vestido, sem necessidade de tirar a roupa a menos que haja zíperes, botões metálicos ou fivelas sobre a área examinada. Um braço do aparelho se move lentamente sobre a coluna lombar e depois sobre o quadril, emitindo uma dose de raios X muito mais baixa do que a de um raio-X convencional. Não há barulho alto, não há agulha e não há sensação de aperto como em uma ressonância.
O único preparo pedido costuma ser evitar suplementos de cálcio nas 24 horas anteriores ao exame, já que eles podem interferir na leitura. Fora isso, não é necessário jejum nem qualquer restrição alimentar.
Quanto tempo leva
O exame em si é rápido, entre 10 e 20 minutos, incluindo o posicionamento na coluna e no quadril. É um dos exames de imagem mais curtos e mais simples de se fazer, o que contribui para seu uso como ferramenta de rastreamento em larga escala.
Quando é realmente indicado
A densitometria é recomendada de forma sistemática para mulheres a partir de 65 anos e, de forma mais seletiva, para homens mais velhos, além de pessoas mais jovens com fatores de risco relevantes: menopausa precoce, uso prolongado de corticoide, histórico familiar forte de fratura por osteoporose, baixo peso ou uma fratura prévia que aconteceu sem trauma proporcional. Também é usada para acompanhar a resposta ao tratamento em quem já foi diagnosticado com osteoporose, geralmente repetida a cada um ou dois anos.
Como entender o resultado
O laudo traz dois números principais, chamados T-score e Z-score. O T-score compara sua densidade óssea com a de um adulto jovem saudável do mesmo sexo, e é o número usado para definir o diagnóstico: valores até -1 são considerados normais, entre -1 e -2,5 indicam osteopenia, e abaixo de -2,5 indicam osteoporose. O Z-score compara você com pessoas da sua própria faixa etária, e é mais usado em crianças, adultos jovens ou quando se investiga uma causa secundária para a perda óssea, fora do processo natural de envelhecimento.
Um T-score baixo não significa, sozinho, que uma fratura vai acontecer. Ele entra em uma conta maior, junto com idade, histórico de quedas, uso de medicamentos e outros fatores, para estimar o risco real ao longo dos próximos anos. Por isso o resultado da densitometria sempre deve ser conversado com um médico, que vai interpretar o número dentro do contexto da sua saúde, e não como um veredito isolado.
Quando não é a prioridade
A densitometria não ajuda a explicar uma dor lombar aguda, uma hérnia de disco ou uma dor que irradia para a perna. Ela mede massa óssea, não estrutura de disco, nervo ou articulação, e pedir o exame como resposta a esse tipo de sintoma não vai esclarecer a causa da dor. Em pessoas jovens sem fatores de risco para osteoporose, o exame de rotina também não costuma trazer informação útil o suficiente para justificar o rastreamento fora das faixas etárias recomendadas.
O valor da densitometria está em identificar, antes que uma fratura aconteça, quem tem risco aumentado o bastante para justificar mudanças no estilo de vida ou tratamento medicamentoso. Fora desse propósito específico, ela raramente é o exame que resolve a dúvida clínica do momento.
O que esse exame mostra, e o que não mostra
Mostra bem
- A densidade mineral óssea da coluna lombar e do colo do fêmur
- O risco estimado de fratura, quando combinado com outros fatores clínicos
- A evolução da massa óssea ao longo do tempo, quando comparada a exames anteriores
Não mostra
- Não mostra a qualidade estrutural do osso em detalhe, apenas a quantidade de mineral
- Não diagnostica a causa da perda óssea, apenas identifica que ela está ocorrendo
Contraindicações e cuidados
- Gravidez, pela exposição à radiação, mesmo sendo uma dose muito baixa
- Exame de contraste com bário ou cintilografia recente, que pode interferir no resultado por alguns dias
Perguntas frequentes
Densitometria óssea dói?
Não. É um exame indolor, sem agulha e sem necessidade de ficar em posições desconfortáveis. Você permanece deitado enquanto o braço do aparelho passa sobre a coluna e o quadril, de forma parecida com um raio-X, mas com uma dose de radiação ainda menor.
A partir de que idade devo fazer densitometria óssea?
As recomendações variam, mas de forma geral mulheres a partir de 65 anos e homens a partir de 70 anos são candidatos ao rastreamento de rotina. Pessoas mais jovens com fatores de risco, como uso prolongado de corticoide, menopausa precoce ou fratura prévia sem trauma importante, podem precisar do exame antes disso. Essa decisão deve ser feita com o médico.
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Referências
- Screening for Osteoporosis to Prevent Fractures: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA, 2018.
- Screening for osteoporosis in postmenopausal women. UpToDate, 2023.
- Clinician's Guide to Prevention and Treatment of Osteoporosis. National Osteoporosis Foundation, 2014.
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