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Conteúdo informativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico.

Termo do laudo

Modic tipo 1: o que significa no laudo da ressonância

Modic tipo 1 é uma alteração no osso da vértebra, bem perto do disco, que indica uma reação de tipo inflamatório e edema naquela região.

Revisado em Como produzimos o conteúdo

Vértebra isolada com pequenos esporões ósseos ao longo da borda do corpo
Este termo fala do osso da vértebra
Depende do contexto
Como costuma aparecer escrito
Alterações de sinal do tipo Modic 1 nos platôs vertebrais adjacentes ao disco L4-L5.
O que significa
As alterações de Modic, descritas por Modic et al. em 1988, classificam mudanças no osso logo abaixo e acima de um disco degenerado. No tipo 1, a ressonância mostra sinal baixo em T1 e sinal alto em T2, um padrão que corresponde a edema e maior fluxo sanguíneo naquele osso, como se houvesse uma resposta inflamatória ativa ali. É o tipo de Modic mais associado a fase de atividade do processo degenerativo, não uma infecção nem um tumor.
Pode dar sintomas?
Com mais frequência do que os outros tipos de Modic. Estudos que compararam pacientes com dor lombar e sem dor encontraram Modic tipo 1 associado a quadros de dor mais intensa e mais localizada na região lombar, especialmente dor que piora ao ficar muito tempo sentado ou em pé. Ainda assim, o achado sozinho não fecha diagnóstico, porque também aparece em pessoas com pouco ou nenhum sintoma.
Quando procurar um médico
Se você já está em acompanhamento e a dor é controlável, o achado de Modic tipo 1 costuma entrar no plano de tratamento sem urgência extra. Procure avaliação se a dor lombar for persistente, incapacitante, ou vier acompanhada de febre, perda de peso sem explicação ou sintomas neurológicos, que pedem investigação para descartar outras causas.

Também aparece como: Modic 1, alteração de Modic tipo I, edema de platô vertebral.

O que o radiologista está descrevendo

Modic tipo 1 é o nome dado a uma mudança específica de sinal no osso da vértebra, bem na região que fica em contato direto com um disco degenerado. A classificação leva o nome do radiologista Michael Modic, que descreveu esse padrão em 1988 ao notar que discos desgastados costumam vir acompanhados de alterações características no osso adjacente, visíveis nas sequências T1 e T2 da ressonância.

No tipo 1, o osso aparece mais escuro que o normal em T1 e mais claro em T2. Esse padrão corresponde, do ponto de vista biológico, a edema e aumento do fluxo sanguíneo naquela região, como uma reação inflamatória local. Não é uma infecção, não é um tumor e não indica destruição do osso. É uma resposta do próprio corpo à sobrecarga mecânica e química de um disco que já perdeu parte da sua função.

Por que costuma incomodar mais que outros achados vizinhos

Entre as alterações de Modic, o tipo 1 é o que mais aparece ligado a dor lombar ativa em estudos clínicos. A explicação provável está na própria natureza inflamatória do processo: tecido em fase de inflamação tende a ser mais sensível, e as terminações nervosas na região dos platôs vertebrais podem responder a isso com dor. É comum que essa dor piore com posições mantidas por muito tempo, como ficar sentado no trabalho ou em pé numa fila, e melhore um pouco com movimento leve.

Mesmo assim, é importante ter em mente que Modic tipo 1 também aparece em ressonâncias de gente com pouca ou nenhuma dor, então o achado entra como uma peça do quadro clínico, não como a resposta isolada para o sintoma.

O caminho natural desse achado

Um dos aspectos mais estudados sobre Modic tipo 1 é a sua evolução ao longo do tempo. Em boa parte dos casos, esse padrão inflamatório se transforma gradualmente em Modic tipo 2, quando o osso passa por substituição gordurosa e o processo se estabiliza. Essa mudança pode levar meses a anos e, com frequência, acompanha uma redução da dor associada.

O que existe além do tipo 1 e do tipo 2

A classificação original de Modic descreve ainda um terceiro tipo, o Modic 3, em que o osso já passou por um processo de esclerose, ficando mais denso e escuro tanto em T1 quanto em T2. Esse padrão é considerado o estágio final e mais estável de todos, ainda mais silencioso que o tipo 2 do ponto de vista de dor ativa. Alguns pacientes apresentam padrões mistos no mesmo nível, com áreas de tipo 1 e tipo 2 lado a lado, o que o laudo costuma descrever como “Modic tipo 1/2” ou “misto”. Isso não indica um problema mais grave, apenas um estágio intermediário de transição entre os dois padrões.

O que fazer com esse resultado

O tratamento inicial costuma ser conservador, com controle da dor orientado por médico, fisioterapia e ajuste de atividades que sobrecarregam a lombar. Casos de dor persistente e incapacitante associados a Modic tipo 1 podem levar a discussões sobre outras opções terapêuticas, sempre conduzidas pelo médico responsável, que vai considerar o quadro completo, não apenas o achado da ressonância.

Perguntas frequentes

Modic tipo 1 é uma infecção na coluna?

Não. É um achado de origem inflamatória e degenerativa, diferente de uma infecção óssea, chamada de espondilodiscite. Quando existe suspeita de infecção, o laudo costuma trazer outros sinais junto, como destruição óssea ou coleções de líquido, e o médico pode pedir exames complementares para diferenciar os dois quadros.

Modic tipo 1 pode virar tipo 2?

Sim, essa é inclusive a evolução mais comum. Com o tempo, boa parte das alterações Modic tipo 1 evolui para tipo 2, que reflete substituição do osso inflamado por tecido gorduroso, um padrão mais estável e geralmente menos associado a dor ativa.

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Referências

  1. Degenerative disk disease: assessment of changes in vertebral body marrow with MR imaging. Radiology, 1988.
  2. Systematic Literature Review of Imaging Features of Spinal Degeneration in Asymptomatic Populations. American Journal of Neuroradiology, 2015.
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