Fratura vertebral por compressão: causas, sintomas e tratamento
Fratura vertebral por compressão é o colapso parcial de uma vértebra, muito associado à osteoporose.
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O que é
Fratura vertebral por compressão é o colapso parcial do corpo vertebral, a parte anterior e mais robusta da vértebra, que perde altura ao ser esmagada sob uma carga que ela não conseguiu suportar. Diferente de fraturas por trauma de alto impacto, boa parte das fraturas por compressão acontece com esforços mínimos, como tossir, espirrar ou simplesmente se curvar para pegar um objeto leve, especialmente em ossos já fragilizados.
A região mais afetada é a transição entre a coluna torácica e a lombar, entre T12 e L2 aproximadamente, um ponto de maior estresse mecânico durante os movimentos do tronco.
É uma das fraturas osteoporóticas mais comuns, ao lado da fratura de quadril e de punho, e frequentemente passa despercebida por semanas ou meses, já que boa parte dos casos gera dor moderada, não incapacitante, que a pessoa atribui a outras causas mais banais.
Por que acontece
A causa mais comum, de longe, é a osteoporose, condição em que o osso perde densidade e resistência de forma progressiva, geralmente silenciosa até que a primeira fratura aconteça. É mais frequente em mulheres após a menopausa, embora também afete homens mais velhos.
Trauma de maior energia, como quedas de altura ou acidentes automobilísticos, pode causar fraturas por compressão mesmo em ossos saudáveis. Outra causa importante, que sempre precisa ser considerada, é a fratura patológica, quando um tumor, primário ou metastático, enfraquece a vértebra a ponto de ela colapsar sob carga normal. Diferenciar essas causas influencia diretamente a investigação e o tratamento.
Uso prolongado de corticoides, histórico familiar de fraturas osteoporóticas, menopausa precoce, baixo peso corporal e tabagismo são fatores de risco adicionais que aumentam a chance de fratura por compressão, mesmo em pessoas ainda relativamente jovens.
Como se manifesta
A dor costuma surgir de forma súbita, localizada na coluna, e piora significativamente com movimento, principalmente ao ficar em pé ou sentar, e melhora ao deitar. Em muitos casos, especialmente em fraturas por osteoporose de menor magnitude, a dor pode ser mais discreta e ser atribuída, erroneamente, a uma simples dor muscular.
Fraturas repetidas ao longo do tempo, mesmo pequenas, levam à perda progressiva de altura corporal e ao desenvolvimento gradual de uma cifose torácica acentuada, o efeito cumulativo de vértebras que vão perdendo altura na parte da frente do corpo. Sintomas neurológicos, como formigamento ou fraqueza nas pernas, são incomuns nas fraturas osteoporóticas simples, mas exigem atenção imediata quando presentes.
Diagnóstico
Raio-X de coluna já identifica a maioria das fraturas por compressão, mostrando a perda de altura do corpo vertebral. Ressonância magnética é útil para determinar se a fratura é recente ou antiga, informação importante para decidir o tratamento, e para investigar sinais que sugiram causa tumoral em vez de osteoporótica.
A densitometria óssea avalia o grau de osteoporose subjacente e ajuda a guiar o tratamento preventivo de novas fraturas. Em casos com suspeita de causa tumoral, exames adicionais de investigação oncológica podem ser necessários.
Tratamento
A maioria das fraturas por compressão osteoporóticas é tratada de forma conservadora: analgesia adequada, uso temporário de órtese, colete, para conforto e suporte, e mobilização precoce assim que a dor permitir, já que o repouso prolongado no leito traz riscos próprios, como perda de massa muscular e óssea adicional.
Em fraturas com dor intensa e persistente apesar do tratamento conservador, procedimentos minimamente invasivos como vertebroplastia ou cifoplastia, que injetam cimento ósseo dentro do corpo vertebral fraturado, podem ser considerados. O tratamento da osteoporose de base, com medicações específicas, é essencial para reduzir o risco de novas fraturas, que aumenta consideravelmente depois da primeira. Fisioterapia voltada para fortalecimento muscular e prevenção de quedas também entra no plano de cuidado a médio prazo, já que uma nova queda é o gatilho mais comum para fraturas subsequentes.
Quando procurar avaliação
Dor nas costas de início súbito em pessoa acima de 50 anos, principalmente após um esforço mínimo, merece avaliação para investigar fratura por compressão. Fraqueza nas pernas, alteração no controle da bexiga ou dos intestinos, febre associada à dor, ou histórico de câncer exigem atendimento sem demora, já que podem indicar complicações neurológicas ou uma causa tumoral subjacente.
Mulheres na pós-menopausa e homens acima de 70 anos que nunca fizeram uma densitometria óssea também se beneficiam de conversar com o médico sobre rastreamento de osteoporose, mesmo sem dor no momento, já que identificar o problema antes da primeira fratura é sempre a estratégia mais eficaz.
Resumo da condição
Sintomas frequentes
- Dor súbita e localizada na coluna
- Piora ao ficar em pé ou sentar, melhora ao deitar
- Perda progressiva de altura
- Cifose torácica acentuada em fraturas repetidas
O que costuma causar
- Osteoporose, causa mais comum
- Trauma de maior energia, como quedas ou acidentes
- Fratura patológica por tumor primário ou metastático
Exames usados
- Raio-X de coluna
- Ressonância magnética para datar a fratura e investigar causa tumoral
- Densitometria óssea
Caminhos de tratamento
- Analgesia adequada
- Órtese (colete) temporária
- Mobilização precoce
- Vertebroplastia ou cifoplastia em dor persistente
- Tratamento medicamentoso da osteoporose de base
Níveis da coluna envolvidos
Perguntas frequentes
Fratura por compressão sempre precisa de cirurgia?
Não. A maioria é tratada de forma conservadora, com analgesia, órtese temporária e mobilização precoce. Procedimentos como vertebroplastia ficam reservados para dor intensa e persistente.
Uma fratura por compressão aumenta o risco de outras fraturas?
Sim, de forma significativa. Depois de uma primeira fratura vertebral por osteoporose, o risco de novas fraturas na coluna aumenta bastante, o que reforça a importância de tratar a osteoporose de base.
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Referências
- Osteoporotic vertebral compression fractures. UpToDate, 2023.
- Osteoporosis: assessment of fracture risk (CG146 / NG determinations). NICE, 2021.
- Vertebral compression fractures. AAOS OrthoInfo, 2021.
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