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Conteúdo informativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico.

Exame

Raio-X da coluna: como é feito e o que mostra

O raio-X mostra a estrutura óssea da coluna: alinhamento das vértebras, espaço entre discos, sinais de fratura e alterações degenerativas ósseas. É rápido, acessível e envolve pouca radiação.

Revisado em Como produzimos o conteúdo

Painel translúcido com a silhueta de um segmento da coluna lombar visível através dele
Para que serve
O raio-X mostra a estrutura óssea da coluna: alinhamento das vértebras, espaço entre discos, sinais de fratura e alterações degenerativas ósseas. É rápido, acessível e envolve pouca radiação.
Como é feito
Você fica de pé, sentado ou deitado, dependendo da região e do motivo do exame, enquanto um aparelho emite um feixe breve de raios X através do corpo. Costuma-se pedir mais de uma posição, como de frente e de perfil, para ver a coluna de ângulos diferentes.
Duração
5 a 10 minutos
Precisa de contraste?
Não. O raio-X convencional da coluna não usa contraste.

Para que serve o raio-X da coluna

O raio-X convencional mostra a estrutura óssea da coluna: o alinhamento das vértebras, as curvaturas naturais, o espaço entre uma vértebra e outra, sinais de fratura e alterações degenerativas ósseas que se acumulam com o tempo, como os chamados bicos de papagaio. É o exame de imagem mais simples, mais rápido e mais barato para a coluna, e por isso costuma ser o primeiro pedido quando há indicação de investigar a estrutura óssea.

Ele não mostra o disco intervertebral em si, nem os nervos, nem a medula. Quando um médico suspeita de hérnia de disco ou compressão nervosa, o raio-X raramente é suficiente sozinho, embora ainda tenha valor para descartar outras causas antes de avançar para um exame mais detalhado.

Como é feito, na prática

Você se posiciona de pé, sentado ou deitado, dependendo da região da coluna e do motivo do exame. Um aparelho emite um feixe breve de raios X que atravessa o corpo e forma a imagem em um detector do outro lado. É comum pedir duas ou mais posições, como de frente e de perfil, para visualizar a coluna de ângulos diferentes. Em alguns casos, pede-se uma radiografia dinâmica, com a pessoa flexionando e estendendo a coluna, para avaliar se há instabilidade entre vértebras.

Não há preparo especial na maioria dos casos. Você retira objetos de metal da região examinada, como fivelas, colares e zíperes, porque eles aparecem na imagem e podem atrapalhar a leitura.

Quanto tempo leva

O exame em si dura poucos minutos, entre 5 e 10 minutos incluindo o posicionamento nas diferentes vistas. É um dos exames de imagem mais rápidos disponíveis, o que também contribui para seu uso amplo em prontos-socorros e consultórios.

Quando é realmente indicado

O raio-X faz sentido depois de um trauma para avaliar fratura, em pessoas com suspeita de escorregamento entre vértebras, para acompanhar curvaturas anormais da coluna ao longo do tempo, como escoliose, e em avaliações pré-operatórias de alinhamento. Também é razoável em dores persistentes que não melhoram com o tratamento inicial, como parte de uma investigação mais ampla, especialmente em pessoas mais velhas, nas quais alterações ósseas têm maior chance de explicar o quadro.

Radiografia dinâmica: um caso à parte

Uma variação do exame comum merece explicação separada: a radiografia dinâmica, também chamada de funcional, feita com a pessoa flexionando e depois estendendo a coluna ao máximo durante a captura das imagens. Ela serve para avaliar instabilidade, ou seja, se uma vértebra desliza mais do que deveria em relação à vizinha durante o movimento. Esse tipo de avaliação só é útil quando há uma suspeita clínica concreta de instabilidade, geralmente levantada por sintomas específicos e pelo exame físico, e não costuma fazer parte da investigação inicial de uma dor lombar comum.

Quando ele não ajuda

Para dor lombar aguda comum, sem sinais de alerta e sem trauma, o raio-X de rotina não muda a conduta na maioria dos casos e não deveria ser pedido apenas porque a pessoa está com dor. Alterações degenerativas ósseas leves aparecem no raio-X da grande maioria dos adultos de meia-idade, com ou sem dor, o que significa que um achado assim não confirma nem explica o sintoma atual. O mesmo raciocínio que vale para a ressonância pedida cedo demais vale aqui: encontrar uma alteração esperada para a idade pode gerar preocupação desproporcional ao problema real, sem trazer benefício para o tratamento.

Quando a suspeita é de hérnia de disco, compressão de nervo ou alteração nos tecidos moles, o raio-X simplesmente não é a ferramenta certa, porque essas estruturas não aparecem nele. Nesses casos, a ressonância é o exame que responde à pergunta clínica.

O que esse exame mostra, e o que não mostra

Mostra bem

  • Alinhamento das vértebras e curvaturas da coluna
  • Espaço entre os discos, de forma indireta
  • Sinais de fratura óssea e de escorregamento entre vértebras
  • Alterações degenerativas ósseas, como bicos de papagaio e estreitamento articular

Não mostra

  • Não mostra hérnia de disco nem compressão de nervo diretamente
  • Não mostra a medula espinhal nem os tecidos moles ao redor da coluna

Contraindicações e cuidados

  • Gravidez, exceto quando o benefício supera claramente o risco da radiação

Perguntas frequentes

Raio-X mostra hérnia de disco?

Não diretamente. O raio-X mostra osso, não o disco em si. Ele pode sugerir hérnia de forma indireta, pelo estreitamento do espaço entre vértebras, mas quem confirma a hérnia e mostra o nervo afetado é a ressonância magnética.

Fazer raio-X da coluna com frequência faz mal?

A dose de radiação de um raio-X convencional é baixa, comparável à radiação natural que uma pessoa recebe em poucos dias de vida. Ainda assim, exames repetidos sem necessidade clínica clara devem ser evitados, e essa decisão cabe à avaliação médica.

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Referências

  1. Low back pain and sciatica in over 16s: assessment and management (NG59). National Institute for Health and Care Excellence (NICE), 2016.
  2. Systematic literature review of imaging features of spinal degeneration in asymptomatic populations. American Journal of Neuroradiology, 2015.
  3. ACR Appropriateness Criteria – Low Back Pain. American College of Radiology, 2021.
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