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Conteúdo informativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico.

Exame

Ressonância magnética da coluna: como é feita e o que mostra

A ressonância magnética mostra em detalhe os tecidos moles da coluna: discos, medula espinhal, raízes nervosas, ligamentos e músculos. É o exame mais sensível para hérnia de disco, estenose do canal e alterações na medula.

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Anel do aparelho de ressonância representado como um toro de vidro fosco com brilho interno
Para que serve
A ressonância magnética mostra em detalhe os tecidos moles da coluna: discos, medula espinhal, raízes nervosas, ligamentos e músculos. É o exame mais sensível para hérnia de disco, estenose do canal e alterações na medula.
Como é feito
Você deita em uma maca que desliza para dentro de um tubo estreito, enquanto o aparelho usa campo magnético e ondas de rádio para gerar as imagens. Não há corte nem agulha. É preciso ficar imóvel durante a captura de cada sequência, e o aparelho faz ruídos altos e repetitivos ao longo do exame.
Duração
20 a 45 minutos
Precisa de contraste?
Na maioria dos casos, não. O contraste é usado quando há suspeita de infecção, tumor ou para diferenciar fibrose de recidiva de hérnia depois de cirurgia.

Para que serve a ressonância magnética da coluna

A ressonância usa campo magnético e ondas de rádio para gerar imagens detalhadas dos tecidos moles da coluna: discos intervertebrais, medula espinhal, raízes nervosas, ligamentos e músculos ao redor das vértebras. Não usa radiação. É o exame mais sensível que existe para ver hérnia de disco, protrusão, estenose do canal vertebral, alterações na medula e, quando necessário, sinais de infecção ou tumor.

Isso não significa que ela deva ser o primeiro exame pedido para qualquer dor nas costas. A maior parte das dores lombares agudas melhora sozinha em poucas semanas, e uma ressonância feita cedo demais tende a mostrar achados que já existiam antes da dor começar e que não explicam o sintoma atual.

Como é feita, na prática

Você deita de costas em uma maca que desliza para dentro de um tubo estreito. O aparelho faz uma sequência de ruídos altos e repetitivos enquanto capta as imagens, por isso a equipe costuma oferecer protetores auriculares ou fones. Não há corte, agulha ou dor durante o exame em si. O desconforto, quando existe, vem de ficar parado na mesma posição por um tempo ou de se sentir apertado dentro do túnel do aparelho.

Antes de entrar na sala você retira objetos de metal: relógio, cinto, joias, cartões com tarja magnética. Quem sente claustrofobia costuma avisar a equipe com antecedência, já que muitos serviços oferecem aparelhos abertos ou sedação leve nesses casos. Durante a captura de cada sequência é preciso ficar imóvel, porque o movimento borra a imagem e pode obrigar a repetir aquele trecho do exame.

Quanto tempo leva

Uma ressonância de coluna lombar ou cervical sem contraste leva, em geral, entre 20 e 45 minutos. Quando é necessário contraste intravenoso, somam-se alguns minutos para a aplicação e para as sequências adicionais depois dela. Exames que cobrem mais de um segmento da coluna no mesmo dia, como lombar e cervical juntos, levam naturalmente mais tempo.

Quando a ressonância é realmente indicada

Há indicação clara quando existem sinais de alerta: perda de força progressiva, alteração no controle de urina ou fezes, febre associada à dor, história de câncer, perda de peso sem explicação, trauma relevante ou suspeita de infecção na coluna. Também faz sentido pedir o exame quando a dor não melhora depois de um período razoável de tratamento conservador, em geral quatro a seis semanas, ou quando os sintomas sugerem compressão de nervo que pode precisar de intervenção.

Quando ela não ajuda

Aqui está o ponto que menos aparece nas conversas sobre o exame: pedir ressonância nas primeiras semanas de dor lombar comum, sem sinais de alerta, não melhora o resultado do tratamento. Uma revisão sistemática publicada na Lancet em 2009, conduzida por Chou e colaboradores, comparou pacientes que fizeram imagem precoce com pacientes que não fizeram. Não houve diferença em dor, função ou qualidade de vida entre os grupos, mas o grupo que fez imagem cedo passou por mais intervenções, incluindo cirurgia. O American College of Physicians, na iniciativa Choosing Wisely, recomenda explicitamente não pedir imagem de rotina para dor lombar nas primeiras seis semanas, exceto na presença de sinais de alerta.

A explicação está na própria coluna de qualquer pessoa, mesmo sem dor. Estudos de ressonância em adultos sem nenhum sintoma mostram protrusão discal, degeneração e até hérnia em uma parcela grande da população. São achados que fazem parte do envelhecimento normal da coluna, não necessariamente a causa da dor atual. Quando esse tipo de achado aparece em um laudo pedido cedo demais, ele costuma gerar ansiedade e uma sensação de fragilidade na coluna que nem sempre corresponde à realidade, e às vezes leva a procedimentos que talvez não fossem necessários se o quadro tivesse sido acompanhado com o tratamento inicial recomendado.

A ressonância continua sendo uma ferramenta valiosa. O momento de pedi-la importa tanto quanto o exame em si, e o resultado precisa ser interpretado junto com a história clínica e o exame físico, nunca isoladamente.

O que esse exame mostra, e o que não mostra

Mostra bem

  • Discos intervertebrais, com detalhe de hidratação e forma
  • Raízes nervosas e compressões sobre elas
  • Medula espinhal e o canal vertebral
  • Tecidos moles, ligamentos e músculos ao redor da coluna

Não mostra

  • Não mostra dor. Nenhum exame mostra.
  • Sozinha, não diferencia um achado antigo e sem sintomas de uma causa atual da dor: isso depende do exame clínico

Contraindicações e cuidados

  • Alguns marca-passos e dispositivos implantados não compatíveis com o campo magnético
  • Fragmentos metálicos nos olhos, resultado de trabalho com metal ou ferimentos antigos
  • Alguns clipes de aneurisma cerebral mais antigos, dependendo do material
  • Claustrofobia intensa, que pode exigir sedação leve ou aparelho aberto

Perguntas frequentes

Ressonância de coluna dói?

Não. O exame não usa agulha nem provoca dor física. O que pode incomodar é ficar parado dentro do tubo por 20 a 45 minutos e o barulho alto do aparelho durante a captura das imagens. Quem sente claustrofobia pode combinar com a equipe um aparelho aberto ou sedação leve antes do exame.

Preciso estar em jejum para fazer ressonância da coluna?

Em geral, não. O jejum costuma ser pedido só quando há uso de contraste intravenoso ou sedação, e mesmo assim depende do protocolo do serviço. Vale confirmar essa orientação no agendamento.

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Referências

  1. Imaging strategies for low-back pain: a systematic review and meta-analysis. The Lancet, 2009.
  2. Don't obtain imaging studies in patients with non-specific low back pain. Choosing Wisely / American College of Physicians, 2012.
  3. Low back pain and sciatica in over 16s: assessment and management (NG59). National Institute for Health and Care Excellence (NICE), 2016.
  4. ACR Appropriateness Criteria – Low Back Pain. American College of Radiology, 2021.
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