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Conteúdo informativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico.

Termo do laudo

Artrose facetária: o que significa no laudo da ressonância

Artrose facetária é o desgaste das facetas articulares, pequenas articulações localizadas na parte de trás da coluna que ligam uma vértebra à outra.

Revisado em Como produzimos o conteúdo

Articulações facetárias na parte de trás de duas vértebras empilhadas
Este termo fala das articulações facetárias
Achado comum
Como costuma aparecer escrito
Artrose facetária bilateral em L4-L5, com hipertrofia dos processos articulares e discreta redução dos recessos laterais.
O que significa
Além do disco na frente, cada vértebra se conecta à vizinha por duas pequenas articulações na parte de trás, as facetas, que permitem o movimento de flexão, extensão e rotação da coluna. Como qualquer articulação do corpo, o joelho ou o ombro por exemplo, elas têm cartilagem que se desgasta com o uso ao longo dos anos. Esse desgaste é a artrose facetária, e costuma vir acompanhado de um leve espessamento do osso ao redor, chamado hipertrofia facetária.
Pode dar sintomas?
Pode, especialmente dor lombar localizada que piora ao ficar em pé por muito tempo ou ao se inclinar para trás, e melhora ao sentar ou se curvar para frente. Mas artrose facetária também é encontrada com frequência em pessoas sem dor nenhuma, principalmente em graus leves a moderados, então o achado sozinho não fecha o diagnóstico da causa da dor.
Quando procurar um médico
Se a dor lombar for persistente, limitar suas atividades do dia a dia, ou vier acompanhada de formigamento ou fraqueza numa perna, vale buscar avaliação médica. Um achado leve de artrose facetária, sem sintomas relevantes, geralmente não exige tratamento imediato.

Também aparece como: artrose das facetas, osteoartrose facetária, espondiloartrose.

As articulações que ninguém lembra que tem

Quando se pensa em coluna, a imagem que vem à cabeça costuma ser a pilha de discos entre as vértebras. Mas cada vértebra também se conecta às vizinhas por duas pequenas articulações na parte de trás, chamadas facetas articulares. Elas trabalham junto com o disco para permitir que você se curve, gire o tronco e estique as costas, e sofrem o mesmo tipo de desgaste que qualquer outra articulação sinovial do corpo sofre com os anos, como acontece no joelho ou no quadril.

Artrose facetária é justamente esse desgaste: a cartilagem entre as duas superfícies ósseas da faceta fica mais fina, o espaço articular diminui, e o corpo costuma reagir formando pequenos espessamentos ósseos ao redor, um processo chamado hipertrofia facetária.

Por que aparece tanto depois dos 40

As facetas sustentam boa parte do peso e do movimento da coluna, especialmente na região lombar, o que as torna suscetíveis ao desgaste cumulativo ao longo da vida. É raro encontrar uma ressonância de alguém acima de 50 anos sem nenhum grau de artrose facetária em pelo menos um nível da coluna. Isso acompanha o mesmo processo de envelhecimento discal descrito em levantamentos como o de Brinjikji et al. (2015), que mostrou degeneração discal presente em mais de 90% das pessoas acima de 70 anos, com ou sem dor.

Quando ela dói de verdade

A dor de origem facetária tem um padrão relativamente característico: costuma ser localizada na lombar, sem irradiar muito para a perna, piora ao ficar em pé por tempo prolongado ou ao inclinar o tronco para trás, e melhora ao sentar ou se curvar para frente. Isso acontece porque essa posição de extensão aumenta a pressão sobre as facetas já desgastadas. Ainda assim, nem toda dor lombar com esse padrão vem das facetas, e nem toda artrose facetária visível na imagem produz dor, o que reforça a importância do exame físico feito pelo médico para fechar essa relação.

Leve, moderada ou acentuada: o que muda

O laudo costuma graduar a artrose facetária em leve, moderada ou acentuada, com base no quanto a cartilagem e o espaço articular estão comprometidos. Um grau leve, isolado, dificilmente explica uma dor forte e costuma ser considerado parte esperada do envelhecimento da coluna. Já um grau acentuado, principalmente quando bilateral e associado a hipertrofia importante das facetas, tem mais chance de contribuir para dor lombar mecânica e, em alguns casos, para redução do espaço por onde os nervos passam. Ainda assim, o grau descrito na imagem funciona como um dado a mais, não como sentença isolada sobre o quanto você vai sentir dor.

O caminho de tratamento mais comum

A maioria dos casos de artrose facetária responde bem a tratamento conservador: exercícios de fortalecimento do tronco, fisioterapia e controle de peso, que reduz a carga sobre essas articulações. Quando a dor é persistente e não melhora com essas medidas, o médico pode considerar opções como infiltrações guiadas por imagem diretamente na articulação afetada. Procure avaliação se a dor não ceder em algumas semanas, ou se surgirem sintomas de compressão nervosa, como formigamento ou fraqueza numa perna.

Perguntas frequentes

Artrose facetária tem cura?

Não existe forma de reverter o desgaste da cartilagem articular já instalado. O foco do tratamento é controlar a dor e melhorar a função, com fisioterapia, exercícios de fortalecimento e, em alguns casos, infiltrações guiadas por imagem, sempre indicadas por um médico.

Artrose facetária é a mesma coisa que artrose na coluna?

Artrose facetária é um tipo específico de artrose da coluna, que afeta as articulações de trás. O termo mais amplo, artrose da coluna ou espondilose, pode incluir também o desgaste do disco na frente da vértebra. Os dois processos costumam caminhar juntos, mas descrevem estruturas diferentes.

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Referências

  1. Systematic Literature Review of Imaging Features of Spinal Degeneration in Asymptomatic Populations. American Journal of Neuroradiology, 2015.
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