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Conteúdo informativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico.

Termo do laudo

Hipertrofia facetária: o que significa no laudo da ressonância

Hipertrofia facetária é o aumento de tamanho das facetas articulares, as pequenas articulações na parte de trás da coluna, geralmente como resposta ao desgaste ao longo dos anos.

Revisado em Como produzimos o conteúdo

Articulações facetárias na parte de trás de duas vértebras empilhadas
Este termo fala das articulações facetárias
Achado comum
Como costuma aparecer escrito
Hipertrofia facetária bilateral em L4-L5, contribuindo para redução dos recessos laterais e discreta redução do canal vertebral.
O que significa
Quando a cartilagem de uma faceta articular se desgasta, processo chamado artrose facetária, o corpo tenta compensar a instabilidade e a sobrecarga formando osso extra ao redor da articulação. Esse espessamento é a hipertrofia facetária. É basicamente a mesma lógica dos calos ósseos que se formam em outras articulações desgastadas, como joelhos e mãos, só que aqui, na parte de trás da coluna, perto do canal por onde passam os nervos.
Pode dar sintomas?
Depende principalmente do quanto essas facetas espessadas invadem o espaço por onde passam os nervos. Uma hipertrofia discreta raramente causa sintomas. Quando é mais acentuada e reduz o canal vertebral ou o foramen de forma significativa, pode contribuir para dor irradiada, formigamento ou dificuldade para caminhar longas distâncias, um quadro associado à estenose do canal.
Quando procurar um médico
Procure avaliação médica se tiver dor nas pernas que piora ao caminhar e melhora ao sentar ou se inclinar para frente, um padrão típico de estreitamento do canal. Formigamento constante, fraqueza numa perna ou alteração no controle de urina ou fezes também pedem avaliação sem demora.

Também aparece como: hipertrofia das facetas, espessamento facetário, facetas hipertróficas.

Osso extra como resposta ao desgaste

As facetas articulares são as pequenas conexões na parte de trás da coluna que permitem os movimentos de flexão, extensão e rotação do tronco. Quando a cartilagem dessas articulações se desgasta com os anos, um processo chamado artrose facetária, a articulação perde parte da estabilidade original. Em resposta, o osso ao redor tende a se espessar, numa tentativa do corpo de reforçar a estrutura e distribuir melhor a carga. Esse espessamento é o que o radiologista descreve como hipertrofia facetária.

É um mecanismo parecido com o que acontece em outras articulações do corpo desgastadas pelo tempo, só que aqui a localização importa muito: as facetas ficam bem perto do canal vertebral e dos túneis por onde as raízes nervosas saem da coluna, os neuroforames.

Por onde ela cresce faz toda diferença

Uma faceta hipertrofiada que cresce para os lados, sem invadir o canal nem o foramen, costuma ser apenas um achado estrutural sem grande peso clínico. O problema surge quando esse espessamento ósseo cresce em direção ao canal vertebral ou ao espaço por onde passa a raiz nervosa, reduzindo a área disponível para essas estruturas. É esse estreitamento, e não a hipertrofia isolada, que se relaciona com sintomas como dor irradiada para a perna, formigamento ou perda de força.

A companhia que ela costuma fazer

Hipertrofia facetária raramente age sozinha na formação de um quadro de estenose. Ela costuma se somar a outros fatores no mesmo nível da coluna, como abaulamento discal, osteófitos nas bordas das vértebras e espessamento do ligamento amarelo, uma estrutura que reveste a parte de trás do canal vertebral. O laudo geralmente descreve o efeito combinado desses achados usando termos como “redução do canal vertebral” ou “redução dos neuroforames”, que dão uma ideia mais direta do espaço realmente disponível para os nervos.

Um achado que aparece cedo em algumas pessoas

Embora seja mais comum depois dos 50 anos, hipertrofia facetária discreta pode aparecer em pessoas mais jovens, sobretudo quando há histórico de sobrecarga repetida na coluna, como em certos esportes ou profissões que exigem extensão frequente do tronco, movimentos de levantar peso com má postura, ou episódios anteriores de lesão na região lombar. Nesses casos, o achado costuma ser leve e localizado num único nível, diferente do padrão mais difuso e associado à idade avançada, que costuma aparecer em vários níveis da coluna ao mesmo tempo.

Como lidar com o achado

Hipertrofia facetária leve, sem redução relevante do canal ou dos neuroforames, geralmente não exige tratamento específico além do manejo de eventuais sintomas lombares com fisioterapia e exercícios de fortalecimento. Quando o estreitamento é mais significativo e causa sintomas neurológicos, o médico pode considerar opções que vão desde infiltrações até avaliação cirúrgica, dependendo da gravidade e da resposta ao tratamento conservador inicial. A decisão sempre passa pelo exame clínico, não só pela imagem.

Perguntas frequentes

Hipertrofia facetária é a mesma coisa que artrose facetária?

São achados relacionados, mas não idênticos. A artrose facetária descreve o desgaste da cartilagem da articulação. A hipertrofia facetária descreve o espessamento ósseo que costuma surgir como consequência desse desgaste. Os dois termos aparecem juntos com frequência no mesmo laudo.

Hipertrofia facetária sempre causa estenose do canal?

Não. Ela é um dos vários fatores que podem contribuir para a estenose, junto com abaulamento discal, osteófitos e espessamento de ligamentos. O grau de estreitamento do canal, não apenas a presença de hipertrofia facetária, é o que determina se há risco de compressão nervosa relevante.

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Referências

  1. Systematic Literature Review of Imaging Features of Spinal Degeneration in Asymptomatic Populations. American Journal of Neuroradiology, 2015.
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