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Conteúdo informativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico.

Termo do laudo

Extrusão discal: o que significa no laudo da ressonância

Extrusão discal é quando parte do núcleo do disco rompe a parede externa e se projeta para o canal vertebral formando uma saliência mais larga na ponta do que na base de saída.

Revisado em Como produzimos o conteúdo

Disco intervertebral visto de cima, com camadas concêntricas e núcleo luminoso
Este termo fala do disco intervertebral
Merece avaliação
Como costuma aparecer escrito
Extrusão discal póstero-lateral direita em L4-L5, com migração caudal, determinando compressão do saco dural e da raiz L5.
O que significa
Na protrusão, a base de saída do material é igual ou mais larga que a ponta. Na extrusão, é o contrário: a ponta que entrou no canal ficou mais larga que o colo por onde saiu, como uma gota de pasta de dente saindo de um tubo apertado. Fardon et al. (2014) classificam assim porque essa geometria costuma indicar mais material deslocado e maior chance de contato com estruturas nervosas do que numa protrusão simples.
Pode dar sintomas?
Com mais frequência do que abaulamento e protrusão, porque o material extruído costuma ocupar mais espaço no canal. Ainda assim, existem extrusões descobertas por acaso em pessoas sem dor, e o tamanho no laudo não prevê sozinho a intensidade dos sintomas. O que mais importa é se há compressão descrita de raiz nervosa ou do saco dural.
Quando procurar um médico
Procure avaliação médica se houver dor forte irradiando para a perna ou o braço, formigamento, perda de força ou dificuldade para caminhar. Sinais de alerta que pedem atendimento urgente incluem perda de sensibilidade na região genital, fraqueza que piora rápido e perda de controle de urina ou fezes.

Também aparece como: hérnia extrusa, disco extruso, hérnia de disco extrusa.

O que muda na extrusão

Extrusão discal significa que uma parte do núcleo do disco atravessou o anel fibroso e formou uma saliência dentro do canal vertebral cuja ponta é mais larga que a base por onde saiu. É a mesma lógica da pasta de dente: se você aperta o tubo e o buraco é pequeno, a pasta sai em uma gota redonda, mais larga que a abertura. Essa é a diferença geométrica que separa extrusão de protrusão na classificação de Fardon et al. (2014, The Spine Journal), hoje adotada pela maioria dos serviços de radiologia.

Às vezes o laudo acrescenta “com migração cranial” ou “com migração caudal”. Isso só descreve para qual lado, para cima ou para baixo, o material se deslocou dentro do canal a partir do nível do disco. Não muda o tipo de hérnia, apenas a localização exata do fragmento.

Por que a extrusão preocupa mais que o abaulamento

Como o material extruído costuma ocupar mais espaço dentro do canal vertebral do que uma protrusão, a chance de haver contato ou compressão de uma raiz nervosa é maior. É por isso que esse achado tende a vir acompanhado de sintomas com mais frequência do que abaulamento ou protrusão isolados. Ainda assim, extrusão não é sinônimo automático de cirurgia nem de dor incapacitante. O tamanho da hérnia no laudo se correlaciona pouco com a intensidade da dor relatada pelo paciente, algo já demonstrado em diversos estudos de imagem comparados a sintomas clínicos.

O paradoxo que costuma surpreender

Um dado que tranquiliza muita gente: hérnias extrusas tendem a regredir com mais frequência ao longo do tempo do que protrusões pequenas. Isso acontece porque o material que rompeu a parede do disco fica exposto ao sistema imunológico, que passa a reabsorvê-lo aos poucos, como faria com qualquer tecido fora do lugar. Esse processo pode levar meses, e o alívio da dor costuma vir antes da imagem mudar.

Migração cranial ou caudal, sem mistério

Quando o laudo acrescenta “com migração cranial” ou “com migração caudal”, ele está apenas informando para qual lado o fragmento se deslocou dentro do canal a partir do disco de origem: cranial é em direção à cabeça, caudal em direção aos pés. Essa informação ajuda a localizar com precisão onde o material está, o que é especialmente útil se um cirurgião precisar planejar um acesso. Não indica, por si só, maior ou menor gravidade. Uma extrusão com pequena migração pode ser menos preocupante que outra sem migração nenhuma, dependendo de quanto espaço cada uma ocupa dentro do canal.

O que olhar no laudo, na prática

Além do tipo de hérnia, preste atenção nas palavras que descrevem a relação com o canal e as raízes: “compressão do saco dural”, “compressão radicular”, “redução do recesso lateral” ou “contato com a raiz”. Esses termos indicam o quanto o achado interage com o tecido nervoso e ajudam o médico a decidir a conduta. Procure atendimento com urgência se notar fraqueza progressiva numa perna, dormência na região genital ou perda de controle de esfíncteres, sinais que pedem avaliação imediata, independentemente do que estiver escrito no laudo.

Perguntas frequentes

Extrusão discal sempre precisa de cirurgia?

Não. Muitas extrusões melhoram com tratamento conservador, e há estudos mostrando que o corpo consegue reabsorver parte do material extruído com o tempo, às vezes de forma mais eficiente do que em protrusões menores. A cirurgia entra em jogo diante de déficit neurológico importante ou dor incapacitante persistente.

Extrusão discal é a mesma coisa que hérnia sequestrada?

Não. Na extrusão, o material ainda mantém alguma continuidade com o disco de origem, mesmo que fina. Na hérnia sequestrada, esse pedaço se soltou por completo e migrou dentro do canal vertebral, independente do disco.

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Referências

  1. Lumbar Disc Nomenclature: Version 2.0. The Spine Journal, 2014.
  2. Systematic Literature Review of Imaging Features of Spinal Degeneration in Asymptomatic Populations. American Journal of Neuroradiology, 2015.
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