Pular para o conteúdo
Minha Coluna

Conteúdo informativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico.

Termo do laudo

Osteófito marginal: o que significa no laudo da ressonância

Osteófito marginal é um pequeno crescimento ósseo, tipo um bico ou uma saliência, que se forma na borda de uma vértebra como resposta ao desgaste da coluna.

Revisado em Como produzimos o conteúdo

Vértebra isolada com pequenos esporões ósseos ao longo da borda do corpo
Este termo fala do osso da vértebra
Achado comum
Como costuma aparecer escrito
Osteófitos marginais anteriores nos corpos vertebrais de L3 a L5, compatíveis com espondilose.
O que significa
Quando um disco perde altura e passa a distribuir peso de forma menos uniforme, o corpo reage tentando aumentar a área de contato entre as vértebras, formando pequenas saliências de osso novo nas bordas. É o mesmo tipo de processo que forma os calos ósseos e as alterações articulares vistas em outras partes do corpo com o desgaste da idade, como joelhos e mãos. Na coluna, esse achado costuma ser chamado de espondilose quando aparece em vários níveis.
Pode dar sintomas?
Na grande maioria das vezes, não. Osteófitos marginais crescem devagar, ao longo de anos, e costumam ficar nas bordas dos corpos vertebrais, longe do canal por onde passam os nervos. Eles só ganham relevância clínica quando crescem em direção ao canal vertebral ou ao foramen e chegam a reduzir o espaço disponível para a raiz nervosa ou a medula.
Quando procurar um médico
Um osteófito marginal isolado, sem outros achados associados, raramente exige avaliação com urgência. Procure um médico se tiver dor persistente, rigidez importante pela manhã, ou sintomas neurológicos como formigamento e perda de força, principalmente se o laudo mencionar osteófitos crescendo em direção ao canal ou aos neuroforames.

Também aparece como: osteófito, bico de papagaio, esporão ósseo vertebral.

Um bico de osso, não uma doença

Osteófito marginal é o nome técnico para o que a maioria das pessoas conhece como bico de papagaio. É uma pequena projeção de osso que se forma na borda de uma vértebra, geralmente onde o disco perdeu parte da sua função de amortecedor. O corpo interpreta a sobrecarga naquele ponto como um sinal para reforçar a estrutura, e o resultado é esse crescimento ósseo extra, visível tanto em raio-x quanto em ressonância e tomografia.

Não é uma doença nova nem um sinal de que algo está se rompendo. É uma resposta adaptativa, parecida com o espessamento que ocorre em outras articulações desgastadas pelo uso ao longo da vida, como o joelho ou a base do polegar.

Por que é tão comum depois de certa idade

Osteófitos marginais acompanham o mesmo processo de desgaste discal que causa a desidratação e a redução do espaço entre as vértebras. Como o disco perde altura de forma progressiva a partir dos 30 ou 40 anos para a maioria das pessoas, é esperado que as bordas das vértebras comecem a mostrar esses pequenos crescimentos com o passar do tempo. Em exames de imagem de pessoas acima de 60 anos, é raro não encontrar nenhum osteófito em algum nível da coluna, especialmente na região lombar e cervical, que sustentam mais movimento e peso.

Quando ele realmente importa

O que determina se um osteófito tem relevância clínica não é o tamanho isolado, é a direção do crescimento. Um osteófito que cresce para a frente ou para o lado do corpo vertebral, longe do canal medular, costuma ser apenas um achado estético na imagem. Já um osteófito que cresce para dentro do canal vertebral ou do foramen pode reduzir o espaço disponível para a medula ou para a raiz nervosa, contribuindo para quadros de estenose. O laudo costuma diferenciar isso ao descrever a localização exata e mencionar, quando existe, redução do canal ou dos neuroforames.

Anterior, posterior, lateral: a posição conta

O laudo costuma especificar em que direção o osteófito cresceu a partir do corpo vertebral: anterior, na frente da vértebra, posterior, em direção ao canal, ou lateral, para os lados. Osteófitos anteriores, os mais comuns, ficam longe de qualquer estrutura nervosa e raramente têm importância clínica, mesmo quando grandes o suficiente para serem visíveis num raio-x simples de perfil. Osteófitos posteriores, mais raros, merecem atenção maior porque crescem no sentido do canal vertebral. Essa diferença de direção explica por que duas pessoas com “vários osteófitos” na coluna podem ter prognósticos completamente diferentes.

O que fazer com esse achado

Osteófitos marginais isolados, sem sintomas associados, geralmente não pedem tratamento. Quando causam dor ou rigidez, a abordagem inicial costuma ser conservadora: fisioterapia, exercícios de mobilidade e controle de peso para reduzir a sobrecarga mecânica sobre a coluna. Procure avaliação médica se notar dor que não melhora, perda de mobilidade progressiva ou qualquer sintoma neurológico, como formigamento ou fraqueza num braço ou perna.

Perguntas frequentes

Osteófito marginal é a mesma coisa que bico de papagaio?

Sim, bico de papagaio é o apelido popular para o osteófito marginal, por causa do formato pontudo que ele costuma ter na imagem de raio-x. É o mesmo achado descrito com termos diferentes.

Osteófito pode ser removido?

Só é considerado remover cirurgicamente quando o osteófito está causando compressão significativa de uma raiz nervosa ou da medula e os sintomas não respondem ao tratamento conservador. Na imensa maioria dos casos, ele convive com a pessoa sem exigir intervenção nenhuma.

Continue por aqui

Referências

  1. Systematic Literature Review of Imaging Features of Spinal Degeneration in Asymptomatic Populations. American Journal of Neuroradiology, 2015.
Última revisão
Revisão editorial
Equipe editorial Minha Coluna
Como trabalhamos
Política editorial